{"id":2745,"date":"2014-06-01T11:15:07","date_gmt":"2014-06-01T14:15:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ctbe.cnpem.br\/?p=2745"},"modified":"2014-06-01T11:15:07","modified_gmt":"2014-06-01T14:15:07","slug":"ctbe-finaliza-ambiente-escalonamento-processos-bioenergia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/ctbe-finaliza-ambiente-escalonamento-processos-bioenergia\/","title":{"rendered":"CTBE finaliza ambiente de escalonamento de processos em bioenergia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\">A Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP) do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) era aguardada com muita expectativa pelo setor de bioenergia brasileiro desde o an\u00fancio de cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio, em 2008. Isso se deve ao fato dela possibilitar que empresas e institutos de pesquisa testem processos, em escala semi-industrial, na \u00e1rea de etanol de 1<sup>a<\/sup> e 2<sup>a<\/sup> gera\u00e7\u00e3o e de outros produtos provenientes da biomassa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Em 2013, a PPDP enfrentou o seu primeiro grande teste funcional. Um projeto de valida\u00e7\u00e3o de processo biotecnol\u00f3gico em escala piloto foi realizado em parceria com uma grande empresa do setor qu\u00edmico e fez com que a Planta operasse, pela primeira vez, 24 horas por dia, sete dias por semana durante sete meses. Esse feito demonstrou que a instala\u00e7\u00e3o foi comissionada de forma adequada e est\u00e1 pronta para validar novas tecnologias em escala superior \u00e0 laboratorial, dentro de um ambiente que reproduz condi\u00e7\u00f5es industriais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O projeto compreendeu a prova de conceito da tecnologia de produ\u00e7\u00e3o de um bloco qu\u00edmico obtido por meio da fermenta\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares oriundos da cana-de-a\u00e7\u00facar. A empresa parceira contou com o CTBE para avaliar se \u00e9 poss\u00edvel obter bons resultados econ\u00f4micos no cen\u00e1rio industrial brasileiro. Para isso, as \u201cfacilities\u201d de pr\u00e9-tratamento e de fermenta\u00e7\u00e3o da PPDP foram utilizadas pela equipe do projeto entre janeiro e agosto do ano passado. Os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o do processo foram a efici\u00eancia de consumo de a\u00e7\u00facar pelo microrganismo, o rendimento do produto desejado e a produtividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O sucesso na execu\u00e7\u00e3o dessa prova de conceito mostra \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do CTBE e ao setor produtivo que a PPDP est\u00e1 pronta para rodar grandes projetos de escalonamento de tecnologias. Ao mesmo tempo, exp\u00f4s gargalos significativos, como os ligados \u00e0s utilidades. \u201cN\u00f3s verificamos que o n\u00edvel de pureza das utilidades impacta na vida \u00fatil dos equipamentos, mas conseguimos acertar esses problemas sem afetar o regime de produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disto, o suporte t\u00e9cnico no campus em tr\u00eas turnos di\u00e1rios foi outro ponto complexo no campus para o qual tivemos que buscar solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora do CTBE Sind\u00e9lia Freitas Azzoni.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A parceria de R$ 3 milh\u00f5es com o setor privado, pagos integralmente pela empresa parceira, trouxe muita expertise para os novos projetos de escalonamento e valida\u00e7\u00e3o de novas tecnologias a serem rodados na Planta Piloto do CTBE em 2014. Muitos destes fazem parte do Plano Conjunto\u00a0BNDES-Finep de Apoio \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica Industrial dos Setores Sucroenerg\u00e9tico e Sucroqu\u00edmico (PAISS). \u201cA experi\u00eancia que tivemos foi repassada aos coordenadores dos demais projetos da PPDP para garantir que todos os fatores cr\u00edticos de infraestrutura fossem antecipados e contemplados no planejamento das atividades\u201d, informa Azzoni.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A pesquisadora tamb\u00e9m salienta a evolu\u00e7\u00e3o dos pesquisadores do CTBE em temas relevantes ao escalonamento de processos, principalmente no que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol a partir do baga\u00e7o e palha da cana. \u201cOs desafios continuam os mesmos de quando come\u00e7amos a estudar esses processos h\u00e1 alguns anos. A grande diferen\u00e7a hoje \u00e9 que percebemos que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa por otimizar etapas isoladas, temos que olhar para o processo de forma integrada\u201d, finaliza a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A Planta Piloto do CTBE possui seis m\u00f3dulos independentes. S\u00e3o eles: tratamento f\u00edsico do baga\u00e7o de cana; tratamento f\u00edsico-qu\u00edmico do baga\u00e7o de cana; bioprocessos para a produ\u00e7\u00e3o de microorganismos e metab\u00f3litos; hidr\u00f3lise enzim\u00e1tica do material lignocelul\u00f3sico; separa\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o; fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. Institui\u00e7\u00f5es de pesquisa podem submeter propostas de trabalhos a serem realizados na PPDP, via Portal de Usu\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP) do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) era aguardada com muita expectativa pelo setor de bioenergia brasileiro desde o an\u00fancio de cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio, em 2008. 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