{"id":4122,"date":"2015-11-15T10:47:00","date_gmt":"2015-11-15T12:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ctbe.cnpem.br\/?p=4122"},"modified":"2015-11-15T10:47:00","modified_gmt":"2015-11-15T12:47:00","slug":"novos-rumos-quimica-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/novos-rumos-quimica-verde\/","title":{"rendered":"Novos rumos para a qu\u00edmica verde no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>[av_hr class=&#8217;invisible&#8217; height=&#8217;25&#8217; shadow=&#8217;no-shadow&#8217; position=&#8217;center&#8217; custom_border=&#8217;av-border-thin&#8217; custom_width=&#8217;50px&#8217; custom_border_color=&#8221; custom_margin_top=&#8217;30px&#8217; custom_margin_bottom=&#8217;30px&#8217; icon_select=&#8217;yes&#8217; custom_icon_color=&#8221; icon=&#8217;ue808&#8242; font=&#8217;entypo-fontello&#8217; custom_class=&#8221; av_uid=&#8217;av-63flwa&#8217;]<\/p>\n<p>O V Encontro da Escola Brasileira de Qu\u00edmica Verde, promovido pelo Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em Campinas-SP, no \u00faltimo m\u00eas de outubro, mostrou que o panorama brasileiro da qu\u00edmica verde est\u00e1 mudando. <strong>Institui\u00e7\u00f5es de fomento lan\u00e7aram grandes editais dedicados \u00e0 tem\u00e1tica, empresas brasileiras e multinacionais come\u00e7aram a desenvolver e produzir os primeiros compostos qu\u00edmicos oriundos de biomassa renov\u00e1vel e pesquisadores buscam criar novos modelos de desenvolvimento de pesquisa<\/strong> nessa \u00e1rea. O otimismo no futuro do setor perdura, mesmo diante do complexo cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico que o Pa\u00eds enfrenta.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o desse ano do Encontro contou com duas se\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas. Uma delas reuniu quatro ind\u00fastrias qu\u00edmicas que mais investem atualmente em qu\u00edmica verde no Brasil, que s\u00e3o: Braskem, Rhodia\/Solvay, Dow, Croda. A outra trouxe representantes de quatro grandes institui\u00e7\u00f5es de fomento \u00e0 pesquisa do Pa\u00eds, que s\u00e3o: Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o Industrial (Embrapii).<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da coordenadora do evento, a pesquisadora do CTBE Maria Teresa Borges Pimenta, a plen\u00e1ria com as empresas mostrou uma busca por maior sustentabilidade nos processos. Elas est\u00e3o criando centros de inova\u00e7\u00e3o no Brasil por conta, principalmente, da cana-de-a\u00e7\u00facar que \u00e9 uma biomassa com potencial para a qu\u00edmica verde e amplamente produzida por aqui. \u201cAo mesmo tempo, <strong>as empresas mostraram que v\u00e3o apostar nos produtos j\u00e1 definidos, com mercado dispon\u00edvel e boas chances de viabilidade econ\u00f4mica para os novos processos, alterando somente a mat\u00e9ria-prima e a forma de obten\u00e7\u00e3o do produto<\/strong>. No Brasil n\u00e3o devemos esperar que as ind\u00fastrias qu\u00edmicas paguem pelo \u201cselo verde\u201d, explica Pimenta.<\/p>\n<p>[av_hr class=&#8217;invisible&#8217; height=&#8217;15&#8217; shadow=&#8217;no-shadow&#8217; position=&#8217;center&#8217; custom_border=&#8217;av-border-thin&#8217; custom_width=&#8217;50px&#8217; custom_border_color=&#8221; custom_margin_top=&#8217;30px&#8217; custom_margin_bottom=&#8217;30px&#8217; icon_select=&#8217;yes&#8217; custom_icon_color=&#8221; icon=&#8217;ue808&#8242; font=&#8217;entypo-fontello&#8217; custom_class=&#8221; av_uid=&#8217;av-4stky2&#8242;]<\/p>\n<div id=\"attachment_4134\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4134\" class=\"wp-image-4134 lazyload\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" data-src=\"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/encontro-quimica-verde-comite-organizador-1.jpg\" alt=\"Encontro Qu\u00edmica Verde Comit\u00ea Organizador\" width=\"500\" height=\"333\" \/><p id=\"caption-attachment-4134\" class=\"wp-caption-text\"><noscript><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-4134 lazyload\" src=\"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/encontro-quimica-verde-comite-organizador-1.jpg\" alt=\"Encontro Qu\u00edmica Verde Comit\u00ea Organizador\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/noscript> Membros do Comit\u00ea Organizador do V Encontro da Escola Brasileira de Qu\u00edmica Verde (da esquerda para a direita: Maria Teresa Barbosa, Sind\u00e9lia Azzoni, Carlos Rossell e Karen Marabezi).<\/p><\/div>\n<p>[av_hr class=&#8217;invisible&#8217; height=&#8217;15&#8217; shadow=&#8217;no-shadow&#8217; position=&#8217;center&#8217; custom_border=&#8217;av-border-thin&#8217; custom_width=&#8217;50px&#8217; custom_border_color=&#8221; custom_margin_top=&#8217;30px&#8217; custom_margin_bottom=&#8217;30px&#8217; icon_select=&#8217;yes&#8217; custom_icon_color=&#8221; icon=&#8217;ue808&#8242; font=&#8217;entypo-fontello&#8217; custom_class=&#8221; av_uid=&#8217;av-2z6ji2&#8242;]<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de fomento o destaque foi o Plano de Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (PADIQ), uma iniciativa rec\u00e9m lan\u00e7ada por BNDES e Finep que vai investir R$ 2,2 bilh\u00f5es durante os anos de 2016 e 2017 para projetos de pesquisa voltados \u00e0 ind\u00fastria qu\u00edmica. Representantes das duas institui\u00e7\u00f5es explicaram detalhes do PADIQ para a audi\u00eancia, visto que uma das suas linhas se destina a produtos qu\u00edmicos provenientes de fontes renov\u00e1veis. Os palestrantes tamb\u00e9m concordaram que <strong>precisa existir uma maior conex\u00e3o entre os instrumentos de fomento das institui\u00e7\u00f5es para que bons estudos de ci\u00eancia b\u00e1sica cheguem ao est\u00e1gio de produtos comercializados pelas ind\u00fastrias<\/strong>.<\/p>\n<h2>A mat\u00e9ria-prima redefine a engenharia dos processos em qu\u00edmica verde<\/h2>\n<p>No aspecto t\u00e9cnico, uma das principais discuss\u00f5es do V Encontro da Escola Brasileira de Qu\u00edmica Verde envolveu a necessidade de rever a engenharia empregada na produ\u00e7\u00e3o de blocos qu\u00edmicos produzidos a partir de mat\u00e9rias-primas renov\u00e1veis. A pesquisadora do CTBE e coordenadora do evento, Sind\u00e9lia de Freitas Azzoni, explica que, at\u00e9 o momento, o desenvolvimento de <strong>tecnologias que utilizam\u00a0biomassa lignocelul\u00f3sica para produzir biocombust\u00edveis ou produtos qu\u00edmicos se baseia no uso de opera\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias e rea\u00e7\u00f5es de transforma\u00e7\u00e3o\u00a0bem estabelecidas. Altera-se apenas a mat\u00e9ria-prima<\/strong>, como por exemplo o uso de biomassa lignocelul\u00f3sica ao inv\u00e9s de petr\u00f3leo.\u00a0 \u201cO problema dessa estrat\u00e9gia \u00e9 que a <strong>biomassa lignocelul\u00f3sica \u00e9 quimicamente heterog\u00eanea e as fra\u00e7\u00f5es de interesse para o processo se encontram no estado s\u00f3lido, o que exige a cria\u00e7\u00e3o de novos conceitos de processos e de equipamentos<\/strong> para\u00a0processar com efici\u00eancia \u00a0as rea\u00e7\u00f5es em estado semi-s\u00f3lido ou suspens\u00f5es. Isto representa uma mudan\u00e7a consider\u00e1vel de paradigma\u00a0e apresenta uma grande oportunidade para inova\u00e7\u00e3o\u201d, informa Azzoni.<\/p>\n<p>Palestrantes como Ant\u00f4nio Apr\u00edgio da Silva Curvelo, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP &#8211; S\u00e3o Carlos) prop\u00f5em um mudan\u00e7a nesse formato de trabalho. Para ele, \u00e9 mais eficaz olhar para as macromol\u00e9culas da biomassa e identificar o que pode ser aproveitado para ent\u00e3o desenhar processos novos de produ\u00e7\u00e3o de compostos de qu\u00edmica verde, comtemplando essa maior diversidade qu\u00edmica. Atualmente, processos que utilizam biomassa lidam com custos mais elevados em opera\u00e7\u00f5es de downstream e de separa\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o, ponto a ser trabalhado para melhorar a viabilidade econ\u00f4mica como um todo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[av_hr class=&#8217;invisible&#8217; height=&#8217;25&#8217; shadow=&#8217;no-shadow&#8217; position=&#8217;center&#8217; custom_border=&#8217;av-border-thin&#8217; custom_width=&#8217;50px&#8217; custom_border_color=&#8221; custom_margin_top=&#8217;30px&#8217; custom_margin_bottom=&#8217;30px&#8217; icon_select=&#8217;yes&#8217; custom_icon_color=&#8221; icon=&#8217;ue808&#8242; font=&#8217;entypo-fontello&#8217; custom_class=&#8221; av_uid=&#8217;av-63flwa&#8217;] O V Encontro da Escola Brasileira de Qu\u00edmica Verde, promovido pelo Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em Campinas-SP, no \u00faltimo m\u00eas de outubro, mostrou que o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4131,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[58],"tags":[39,192,238,256],"class_list":["post-4122","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-biomassa","tag-inovacao","tag-quimica-verde","tag-tecnologia","category-58","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4122\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}