{"id":5354,"date":"2012-12-14T15:48:26","date_gmt":"2012-12-14T17:48:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ctbe.cnpem.br\/?p=5354"},"modified":"2012-12-14T15:48:26","modified_gmt":"2012-12-14T17:48:26","slug":"alem-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/alem-petroleo\/","title":{"rendered":"Al\u00e9m do petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p><em>Revista Pesquisa FAPESP, em 12\/12\/2012<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 50 anos no Brasil com atua\u00e7\u00e3o nos setores de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, lubrificantes e combust\u00edveis de avia\u00e7\u00e3o, a BP tem investido desde 2008, por meio da BP Biocombust\u00edveis, em combust\u00edveis renov\u00e1veis com foco na primeira gera\u00e7\u00e3o de etanol, em que a sacarose da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 fermentada para a produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool. Para isso ela firmou colabora\u00e7\u00f5es com entidades de pesquisa e fomento. \u201cO caminho natural \u00e9 financiar pesquisas em centros bem estabelecidos\u201d, diz Wesley Ambr\u00f3sio, de 43 anos, diretor de tecnologia da BP Biocombust\u00edveis, com sede na capital paulista. Em abril deste ano, por exemplo, a BP e a FAPESP anunciaram um acordo para o financiamento de projetos de pesquisa em temas relacionados \u00e0 bioenergia em associa\u00e7\u00e3o com universidades e institutos de pesquisa no estado de S\u00e3o Paulo. O acordo prev\u00ea um investimento de at\u00e9 US$ 50 milh\u00f5es, divididos igualmente entre as duas partes, por um per\u00edodo de at\u00e9 10 anos. \u201cO programa com a FAPESP \u00e9 o primeiro de desenvolvimento nosso com entidades externas para tentar cobrir todo o leque de pesquisa, desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o para o etanol\u201d, ressalta Ambr\u00f3sio, engenheiro qu\u00edmico com gradua\u00e7\u00e3o e mestrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o na Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).<\/p>\n<p><strong>Em outubro, um novo acordo foi firmado pela BP com o Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas, para desenvolvimento de um processo de fermenta\u00e7\u00e3o do caldo de cana para elevar seu teor alco\u00f3lico antes de passar pela destila\u00e7\u00e3o.<\/strong> A m\u00e9dia brasileira de teor alco\u00f3lico do caldo nessa etapa \u00e9 de apenas 9% do volume total, o que resulta em um grande volume de vinha\u00e7a (efluente l\u00edquido resultante do processo de produ\u00e7\u00e3o do etanol). Os participantes investir\u00e3o US$ 2 milh\u00f5es no projeto, divididos igualmente, durante dois anos.<\/p>\n<p>\u201cEntendemos que existem grandes oportunidades na primeira gera\u00e7\u00e3o, que englobam desde a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, come\u00e7ando com a escolha de variedades de cana adequadas \u00e0s novas fronteiras produtivas, o desenvolvimento de novas tecnologias para plantio e colheita e o uso de geotecnologia, at\u00e9 a parte industrial, com extra\u00e7\u00e3o e tratamento do caldo e sua convers\u00e3o final em produtos como etanol, a\u00e7\u00facar e eletricidade\u201d, diz Ambr\u00f3sio. Ele lidera uma equipe de 12 pesquisadores, composta principalmente por engenheiros e bi\u00f3logos, contratada para dar in\u00edcio aos projetos. \u201cA nossa ideia \u00e9 aproveitar as oportunidades na primeira gera\u00e7\u00e3o para ficarmos mais bem posicionados para a segunda gera\u00e7\u00e3o, a do etanol celul\u00f3sico\u201d, ressalta o diretor de tecnologia que trabalhou ao longo de sua carreira principalmente na ind\u00fastria qu\u00edmica, mas tamb\u00e9m nas \u00e1reas de petr\u00f3leo e de constru\u00e7\u00e3o naval.<\/p>\n<p>A BP tem cerca de 90 mil funcion\u00e1rios e presen\u00e7a em mais de 30 pa\u00edses. Em 2011, sua receita l\u00edquida global foi de US$ 375,5 bilh\u00f5es. No Brasil, conta com cerca de 5 mil funcion\u00e1rios. Em 2011, a BP Biocombust\u00edveis moeu 4,5 milh\u00f5es de toneladas de cana. \u201cEstamos com tr\u00eas usinas em opera\u00e7\u00e3o no Brasil, duas em Goi\u00e1s e uma em Minas Gerais, e metas de crescimento at\u00e9 2020 que passam pela duplica\u00e7\u00e3o das unidades hoje existentes e na constru\u00e7\u00e3o de outras, com tecnologias que proporcionem maior efici\u00eancia e rentabilidade\u201d, diz o pesquisador Daniel Atala, 38 anos, um dos integrantes da equipe de tecnologia da BP Biocombust\u00edveis e especialista em processos industriais. Graduado em engenharia de alimentos pela Funda\u00e7\u00e3o Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Atala fez mestrado e doutorado na mesma \u00e1rea e p\u00f3s-doutorado em engenharia qu\u00edmica, todos na Unicamp com bolsas da FAPESP.<\/p>\n<p>Na sua tese de doutorado defendeu uma nova t\u00e9cnica de fermenta\u00e7\u00e3o extrativa para o etanol, que resultou em um pedido de patente e o Pr\u00eamio Jovem Cientista concedido pela Funda\u00e7\u00e3o Bunge em 2007 na \u00e1rea de agroenergia. O m\u00e9todo proposto considera que, em condi\u00e7\u00f5es normais, o processo de fermenta\u00e7\u00e3o sofre forte inibi\u00e7\u00e3o pelo etanol produzido, o que faz com que a levedura utilizada reduza a sua atividade metab\u00f3lica e perca a sua for\u00e7a fermentativa. Pelo novo processo, que se d\u00e1 em um ambiente de baixa press\u00e3o (v\u00e1cuo), onde a evapora\u00e7\u00e3o ocorre \u00e0 temperatura ambiente (em torno de 33\u00baC), o etanol \u00e9 retirado do meio antes que exer\u00e7a influ\u00eancia no desempenho da levedura. \u201cA remo\u00e7\u00e3o do etanol do meio de cultura \u00e0 medida que vai sendo produzido torna a levedura mais produtiva\u201d, diz Atala.<\/p>\n<p>Durante seu p\u00f3s-doutorado, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em Piracicaba, no interior paulista, se interessou em desenvolver a tecnologia em escala semi-industrial. Atala foi contratado em 2006 como pesquisador na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool, onde construiu uma planta-piloto de fermenta\u00e7\u00e3o extrativa a v\u00e1cuo e ficou at\u00e9 julho do ano passado, quando saiu para integrar o grupo de pesquisa da BP Biocombust\u00edveis. \u201cOs avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos aplicados ao processo de primeira gera\u00e7\u00e3o podem estabelecer um novo padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o no setor\u201d, diz. Para o pesquisador, o diferencial da BP no cen\u00e1rio atual \u2013 \u201cem que as tecnologias usadas hoje s\u00e3o basicamente as mesmas de 30 anos atr\u00e1s, com pequenas modifica\u00e7\u00f5es\u201d \u2013 \u00e9 que ela tem v\u00e1rios centros de desenvolvimento tecnol\u00f3gico espalhados pelo mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Intera\u00e7\u00e3o internacional<\/strong><\/p>\n<p>Em um desses centros, instalado em San Diego, nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores se dedicam a produzir inova\u00e7\u00f5es para o setor de biocombust\u00edveis, mas com foco no etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, o lignocelul\u00f3sico, feito a partir de biomassas residuais como o baga\u00e7o e a palha da cana. \u201cExiste muita intera\u00e7\u00e3o entre a equipe brasileira e a que est\u00e1 em San Diego\u201d, relata Ambr\u00f3sio, que se reporta diretamente ao vice-presidente de tecnologia da mundial BP Biofuels, Tom Campbell.<\/p>\n<p>A empresa anunciou investimentos de US$ 500 milh\u00f5es durante 10 anos em pesquisas feitas pelo Energy Biosciences Institute (EBI) para desenvolvimento de energias renov\u00e1veis a partir da biotecnologia \u2013 iniciativa liderada pela Universidade de Berkeley, na Calif\u00f3rnia, em parceria com a Universidade de Illinois, ambas nos Estados Unidos. O EBI tem como objetivo investigar a aplica\u00e7\u00e3o da biotecnologia em \u00e1reas como a de combust\u00edveis celul\u00f3sicos, microbiologia do petr\u00f3leo, biolubrificantes e biossequestro de carbono. \u201cS\u00e3o tr\u00eas os principais crit\u00e9rios que a BP considera importantes para biocombust\u00edveis: que sejam de baixo carbono, de baixo custo e de larga escala. A soma desses elementos resultar\u00e1 no quarto, um biocombust\u00edvel sustent\u00e1vel\u201d, diz Ambr\u00f3sio. O etanol de cana \u00e9 um combust\u00edvel que atende a esses quatro crit\u00e9rios.<\/p>\n<p>Em parceria com a DuPont, a BP constituiu uma joint venture chamada Butamax Advanced Biofuels, que inaugurou em 2010 seu primeiro laborat\u00f3rio na Am\u00e9rica Latina dedicado \u00e0 pesquisa e desenvolvimento do biobutanol a partir da cana, um novo combust\u00edvel renov\u00e1vel para ser adicionado \u00e0 gasolina. O laborat\u00f3rio fica em Paul\u00ednia, a 18 quil\u00f4metros de Campinas, no interior paulista. A expectativa \u00e9 atingir a produ\u00e7\u00e3o de 7,6 bilh\u00f5es de litros at\u00e9 2020, que seriam destinados principalmente para os Estados Unidos e Europa, mercados com regulamenta\u00e7\u00f5es que estabeleceram metas de consumo m\u00ednimo de biocombust\u00edveis para reduzir n\u00edveis de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, al\u00e9m da \u00c1sia.<\/p>\n<p>No mercado norte-americano, onde o biobutanol est\u00e1 previsto para come\u00e7ar a ser produzido em escala comercial a partir de 2013 em uma usina no estado de Minnesota, o produto ser\u00e1 feito a partir do milho. Segundo a empresa, a vantagem do biobutanol em rela\u00e7\u00e3o a outros tipos de combust\u00edveis renov\u00e1veis, incluindo o etanol, \u00e9 o seu conte\u00fado energ\u00e9tico. Enquanto o etanol tem dois carbonos na sua cadeia molecular, ele tem quatro, o que lhe confere maior energia por unidade de volume. A BP tem ainda uma linha de pesquisa em colabora\u00e7\u00e3o com o grupo holand\u00eas de alimentos e produtos qu\u00edmicos DSM, nos Estados Unidos, para produ\u00e7\u00e3o de biodiesel a partir da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Marco Souza, de 55 anos, tamb\u00e9m faz parte do grupo de pesquisa da BP como respons\u00e1vel pela otimiza\u00e7\u00e3o da fermenta\u00e7\u00e3o industrial, \u00e1rea em que trabalha desde que terminou a gradua\u00e7\u00e3o em biologia m\u00e9dica pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Campinas (PUC), h\u00e1 32 anos. Assim que se formou foi contratado por uma usina em Guariba, a 64 quil\u00f4metros de Ribeir\u00e3o Preto, no interior paulista, onde, em colabora\u00e7\u00e3o com a Copersucar, montou um laborat\u00f3rio para estudar os processos de contamina\u00e7\u00e3o industrial em todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o \u2013 colheita da cana, moagem e fabrica\u00e7\u00e3o de produtos. Tanto no mestrado como no doutorado em microbiologia na Unesp de Jaboticabal ele pesquisou os contaminantes nos processos de fermenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Efeito prejudicial<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNa presen\u00e7a de contaminantes, o fermento sofre um efeito danoso para a produ\u00e7\u00e3o de etanol\u201d, diz. Souza tamb\u00e9m trabalhou no CTC durante quatro anos e desde maio de 2011 est\u00e1 na BP: \u201cO nosso principal projeto consiste em monitorar a fermenta\u00e7\u00e3o em tempo real, por meio de tecnologias e instrumentos utilizados em outras ind\u00fastrias, como a qu\u00edmica\u201d. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s a fermenta\u00e7\u00e3o era vista como uma caixa-preta, segundo Souza. Ou seja, o in\u00edcio do processo come\u00e7ava com determinada quantidade de a\u00e7\u00facar e na sa\u00edda n\u00e3o havia o equivalente em etanol, em decorr\u00eancia de perdas do processo e da dificuldade de medi\u00e7\u00e3o inerente \u00e0s tecnologias normalmente utilizadas.<\/p>\n<p>A m\u00e1 efici\u00eancia no processo n\u00e3o est\u00e1 relacionada somente \u00e0 instala\u00e7\u00e3o industrial, mas tamb\u00e9m \u00e0 parte fisiol\u00f3gica e cin\u00e9tica (velocidade) da levedura que vai transformar o a\u00e7\u00facar em etanol. A velocidade no processo de transforma\u00e7\u00e3o depende de enzimas produzidas, da condi\u00e7\u00e3o nutricional da levedura e da qualidade da mat\u00e9ria-prima. Quando a fermenta\u00e7\u00e3o \u00e9 bem controlada, h\u00e1 um ganho no processamento da mat\u00e9ria-prima e na pr\u00f3pria destila\u00e7\u00e3o. Durante a fermenta\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o de impurezas provenientes do caldo da cana, al\u00e9m do etanol alguns outros alco\u00f3is e produtos secund\u00e1rios s\u00e3o produzidos pela levedura por vias metab\u00f3licas alternativas. \u201cDiminuindo os produtos secund\u00e1rios, h\u00e1 uma melhora na fabrica\u00e7\u00e3o do etanol\u201d, diz Souza. Al\u00e9m de ganhar em efici\u00eancia, o produto obtido tem melhor qualidade para disputar o mercado.<\/p>\n<p>Na ponta inicial da produ\u00e7\u00e3o do etanol, que come\u00e7a no campo, a equipe de tecnologia conta com o apoio do pesquisador Caio Fortes, de 33 anos, engenheiro agr\u00f4nomo graduado pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) em Araras, com mestrado e doutorado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, em Piracicaba. \u201cCuido de variedades de cana, pesquisas em mat\u00e9rias-primas alternativas como o sorgo sacarino, da parte de manejo de solos, de melhores pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, maquin\u00e1rio e irriga\u00e7\u00e3o\u201d, diz Fortes, que trabalhou nas usinas Cocal e Grupo S\u00e3o Martinho e no CTC como pesquisador durante quatro anos. Na sua passagem pelo Grupo S\u00e3o Martinho, onde atuou como coordenador de qualidade agr\u00edcola e planejamento industrial, iniciou seu doutorado no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, encerrado em 2010, onde estudou aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada e manejo de palhada de cana colhida sem queimar. Desde 2008 est\u00e1 na BP, onde come\u00e7ou no grupo de prospec\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios, com a an\u00e1lise de potenciais oportunidades de neg\u00f3cios para aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Pesquisa FAPESP, em 12\/12\/2012 H\u00e1 mais de 50 anos no Brasil com atua\u00e7\u00e3o nos setores de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, lubrificantes e combust\u00edveis de avia\u00e7\u00e3o, a BP tem investido desde 2008, por meio da BP Biocombust\u00edveis, em combust\u00edveis renov\u00e1veis com foco na primeira gera\u00e7\u00e3o de etanol, em que a sacarose da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 fermentada&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[58],"tags":[],"class_list":["post-5354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-58","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5354"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5354\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}