{"id":6203,"date":"2016-06-16T14:30:48","date_gmt":"2016-06-16T17:30:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ctbe.cnpem.br\/?p=6203"},"modified":"2016-06-16T14:30:48","modified_gmt":"2016-06-16T17:30:48","slug":"pesquisadores-testam-sucesso-nova-rota-producao-etanol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/pesquisadores-testam-sucesso-nova-rota-producao-etanol\/","title":{"rendered":"Pesquisadores testam com sucesso nova rota de produ\u00e7\u00e3o do etanol"},"content":{"rendered":"<p>Grupo de pesquisa do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) prop\u00f5e uma nova rota tecnol\u00f3gica para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis oxigenados (\u00e1lcool alif\u00e1tico de cadeia maior que o etanol) a partir da biomassa da cana-de-a\u00e7\u00facar. O processo permite o alongamento da cadeia carb\u00f4nica do \u00e1lcool, conferindo maior afinidade com combust\u00edveis f\u00f3sseis como gasolina e diesel. O novo desenvolvimento vem apresentando bons resultados preliminares com impactos diretos positivos como aumento de rendimento de convers\u00e3o de carboidratos em biocombust\u00edvel e aumento do poder calor\u00edfico do biocombust\u00edvel. Atualmente, o grupo finalizou a prova de conceito dessa rota e procura parceiros para o desenvolvimento completo do produto.<\/p>\n<p>Sendo complementar ao etanol e com potencial de substitui\u00e7\u00e3o e baseado na biomassa da cana-de-a\u00e7\u00facar, o novo combust\u00edvel possui estrutura qu\u00edmica que aumenta a sua afinidade a hidrocarbonetos. \u00a0\u201cEm nossos testes iniciais, notamos que a rota tecnol\u00f3gica adotada, que \u00e9 uma rota h\u00edbrida pois tem passos bioqu\u00edmicos e passos de catalise qu\u00edmica heterog\u00eanea, apresentou uma vantagem imediata: muito baixa produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico quando comparada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol. A raz\u00e3o disso \u00e9 que o novo biocombust\u00edvel n\u00e3o utiliza a rota bioqu\u00edmica da glic\u00f3lise, que produz grandes quantidades de g\u00e1s carb\u00f4nico\u201d, explica Jonas Nolasco J\u00fanior, da Divis\u00e3o de Processamento de Biomassa do CTBE, \u201co processo conserva no combust\u00edvel final uma maior fra\u00e7\u00e3o do carbono de partida, mais de 90%, o que impacta positivamente na rentabilidade e no custo de produ\u00e7\u00e3o \u201d, completa. Segundo os estudos preliminares do Laborat\u00f3rio, a inova\u00e7\u00e3o permite a mistura em at\u00e9 20% desse combust\u00edvel no \u00f3leo diesel, apresentando maior sinergia com os combust\u00edveis derivados do petr\u00f3leo.\u00a0 E isso \u00e9 apenas o come\u00e7o de todo o desenvolvimento, ainda existe uma variedade de usos que podem ser estudados e aplicados num futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>O objetivo do projeto \u00e9 buscar um combust\u00edvel renov\u00e1vel e oxigenado, que tenha uma produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, e que possa complementar a produ\u00e7\u00e3o de etanol atual. Outro potencial dessa nova rota \u00e9 o barateamento de custos da produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 que o rendimento \u00e9 o dobro do rendimento verificado na produ\u00e7\u00e3o do etanol. O passo seguinte \u00e9 encontrar parceiros para desenvolver o combust\u00edvel por completo, o que inclui a demonstra\u00e7\u00e3o escalonamento da tecnologia, avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, testes em motores etc. Para tal, o CTBE disp\u00f5e de completa infraestrutura de pesquisa que permite os desenvolvimentos em laborat\u00f3rio e planta piloto para escalonamento e demonstra\u00e7\u00e3o de tecnologias em escala semi-industrial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de pesquisa do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) prop\u00f5e uma nova rota tecnol\u00f3gica para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis oxigenados (\u00e1lcool alif\u00e1tico de cadeia maior que o etanol) a partir da biomassa da cana-de-a\u00e7\u00facar. 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