{"id":7156,"date":"2016-12-16T12:02:48","date_gmt":"2016-12-16T14:02:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ctbe.cnpem.br\/?p=7156\/"},"modified":"2016-12-16T12:02:48","modified_gmt":"2016-12-16T14:02:48","slug":"tese-de-doutorado-propoe-aproximacao-entre-industria-e-ctbe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/tese-de-doutorado-propoe-aproximacao-entre-industria-e-ctbe\/","title":{"rendered":"Tese de doutorado prop\u00f5e aproxima\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria e CTBE"},"content":{"rendered":"<p>Alternativas para a produ\u00e7\u00e3o de energia s\u00e3o pontos centrais na pauta de na\u00e7\u00f5es atentas aos efeitos nocivos do aquecimento global. \u00c9 por isso que representantes se re\u00fanem regularmente em conven\u00e7\u00f5es dedicadas a definir melhores pr\u00e1ticas no combate \u00e0s emiss\u00f5es originadas pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, principal causa da eleva\u00e7\u00e3o da temperatura no planeta.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio se destacam os biocombust\u00edveis, alternativas \u00e0 matriz energ\u00e9tica convencional e que colaboram para, ao mesmo tempo, frear os danos ao meio-ambiente e garantir a autossufici\u00eancia energ\u00e9tica. \u201cEsses combust\u00edveis s\u00e3o renov\u00e1veis e acarretam um baixo teor de polui\u00e7\u00e3o, visto que sua produ\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de forma mais limpa\u201d, explica a Rosana Di Giorgio, gestora de inova\u00e7\u00e3o do <strong>Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE)<\/strong> e autora da tese \u201cEstabelecimento de parcerias entre institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e ind\u00fastrias em projetos de alto risco: o caso do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol\u201d.<\/p>\n<p>O estudo, defendido na \u00e1rea de Planejamento de Sistemas Energ\u00e9ticos, na Faculdade de Engenharia Mec\u00e2nica da Universidade Estadual de Campinas (FEM\/UNICAMP) prop\u00f5e eliminar os obst\u00e1culos que prejudicam a efetiva\u00e7\u00e3o de parcerias de sucesso entre a ind\u00fastria e as ICTs (Institui\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas).<\/p>\n<p>\u201cPara atrair o parceiro industrial\u201d, explica Di Giorgio, \u201co CTBE se preocupou em determinar regras claras para o relacionamento do Laborat\u00f3rio com a ind\u00fastria, que proporcionassem aos parceiros seguran\u00e7a e atendimento de seus interesses, al\u00e9m, naturalmente, dos interesses do CTBE\u201d, analisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_1658.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-7150 lazyload\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" data-src=\"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_1658-1030x686.jpeg\" alt=\"img_1658\" width=\"1030\" height=\"686\" \/><noscript><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-7150 lazyload\" 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tecnol\u00f3gico e n\u00e3o apenas o sucroenerg\u00e9tico.<\/p>\n<p>Para Di Giorgio, a cria\u00e7\u00e3o de centros de pesquisa e os aportes de recursos para pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) s\u00e3o insuficientes para promover a inova\u00e7\u00e3o. \u201cAcredito que, para que os resultados das atividades de P&amp;D cheguem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, na forma de produtos e servi\u00e7os, \u00e9 fundamental a exist\u00eancia de uma estrat\u00e9gia de relacionamento entre ICTs e a ind\u00fastria\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Entendendo o biocombust\u00edvel: etanol 1G e 2G<\/strong><\/p>\n<p>Uma das linhas de atua\u00e7\u00e3o do <strong>CTBE<\/strong> e da pesquisadora \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o do etanol 2G (de segunda gera\u00e7\u00e3o), um combust\u00edvel que pode ser obtido a partir do baga\u00e7o e da palha da cana-de-a\u00e7\u00facar, subprodutos gerados tanto a partir da produ\u00e7\u00e3o do etanol 1G (primeira gera\u00e7\u00e3o) quanto da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>O grande trunfo do etanol 2G est\u00e1 na sua capacidade de n\u00e3o competir com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e de promover uma esp\u00e9cie de \u201creciclagem\u201d aos compostos gerados. \u201cO pr\u00f3prio processo de obten\u00e7\u00e3o do etanol gera esses res\u00edduos [baga\u00e7o e palha]. Aproveitar esses subprodutos para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel ou intermedi\u00e1rios qu\u00edmicos \u00e9 ben\u00e9fico para o setor, conta.<\/p>\n<p>No Brasil, a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas produtivas de etanol 2G s\u00e3o favor\u00e1veis, uma vez que a mat\u00e9ria-prima, como o baga\u00e7o e a palha da cana, j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis na planta convencional de primeira gera\u00e7\u00e3o. O estudo da pesquisadora reconhece que o pa\u00eds possui o maior parque instalado do mundo de usinas de primeira gera\u00e7\u00e3o e que a integra\u00e7\u00e3o de planta de 2G com a usina de 1G \u00e9 a forma de se obter etanol 2G com os melhores ganhos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>\u201cDespertar o interesse da ind\u00fastria para ingressar em uma parceria visando o desenvolvimento de tecnologias de alto risco, no entanto, n\u00e3o \u00e9 simples\u201d, constata. \u00c9 justamente por isso que a pesquisadora defende, em sua tese, ser fundamental a cria\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de relacionamento entre pesquisas ICTs e a ind\u00fastria. \u201cO parceiro industrial precisa ter a seguran\u00e7a de que recuperar\u00e1 os investimentos feitos em P, D&amp;I e que os ganhos dever\u00e3o compensar o risco assumido\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alternativas para a produ\u00e7\u00e3o de energia s\u00e3o pontos centrais na pauta de na\u00e7\u00f5es atentas aos efeitos nocivos do aquecimento global. \u00c9 por isso que representantes se re\u00fanem regularmente em conven\u00e7\u00f5es dedicadas a definir melhores pr\u00e1ticas no combate \u00e0s emiss\u00f5es originadas pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, principal causa da eleva\u00e7\u00e3o da temperatura no planeta. 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