{"id":825,"date":"2013-03-12T13:48:57","date_gmt":"2013-03-12T13:48:57","guid":{"rendered":"http:\/\/preview.ioio.net.br\/ctbe\/?p=825"},"modified":"2013-03-12T13:48:57","modified_gmt":"2013-03-12T13:48:57","slug":"biomarcadores-selecao-novas-variedades-cana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lnbr.cnpem.br\/en\/biomarcadores-selecao-novas-variedades-cana\/","title":{"rendered":"Biomarcadores para sele\u00e7\u00e3o de novas variedades de cana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Pesquisadores e empres\u00e1rios do setor de bioenergia n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas de que a cria\u00e7\u00e3o de variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar contribuir\u00e1 para o aumento da produ\u00e7\u00e3o brasileira de etanol. Entretanto, devido \u00e0 complexidade do genoma da cana, o lan\u00e7amento de um novo cultivar pode levar at\u00e9 15 anos para chegar ao mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Algumas ferramentas biotecnol\u00f3gicas prometem reduzir esse prazo significativamente. A metabol\u00f4mica, por exemplo, permite correlacionar compostos qu\u00edmicos presentes na planta a genes e caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas vis\u00edveis, como maior teor de biomassa e toler\u00e2ncia a estresse h\u00eddrico. <strong>O Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas-SP, possui um grupo de pesquisa nessa \u00e1rea, que contar\u00e1 com a colabora\u00e7\u00e3o de um dos maiores fisiologistas de planta do mundo, Lothar Willmitzer, diretor do Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular de Plantas, na Alemanha.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Willmitzer passar\u00e1 um m\u00eas por ano no CTBE, ao longo dos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, desenvolvendo o projeto \u201cMetabolic Markers as Selection Tool for Sugarcane Breeding\u201d.<\/strong> Aprovado no \u00e2mbito do Programa Ci\u00eancias sem Fronteiras, a pesquisa ser\u00e1 realizada pelo Laborat\u00f3rio em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Escola Superior de Agricultura \u201cLuiz de Queiroz\u201d (Esalq\/USP) e o Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>De acordo com a pesquisadora do CTBE Camila Caldana, esta proposta busca identificar componentes moleculares da cana (metab\u00f3litos) relacionados a caracter\u00edsticas fisiol\u00f3gicas da planta que levem a uma maior produtividade no campo e \u00e0 resist\u00eancia a condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas severas.<\/strong> An\u00e1lises estat\u00edsticas multivariadas permitir\u00e3o conhecer os genes correlacionados \u00e0 s\u00edntese de compostos de interesse, bem como o desenvolvimento de biomarcadores que poder\u00e3o ser associados \u00e0 performance das plantas no campo, servindo como uma esp\u00e9cie de diagn\u00f3stico. O grupo de Willmitzer j\u00e1 obteve sucesso em estudos semelhantes com Arabidopsis, tomate e milho que culminaram no estabelecimento de diversos biomarcadores associados a melhor performance no campo e encurtaram programas de melhoramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O primeiro ano do projeto ser\u00e1 dedicado a an\u00e1lises preliminares do melhor est\u00e1gio de colheita da cana a ser utilizada nos experimentos, das partes a serem coletadas, etc. No segundo ano ser\u00e1 feita a coleta de material e os testes de laborat\u00f3rio e, no \u00faltimo, a an\u00e1lise estat\u00edstica dos marcadores metab\u00f3licos da cana, com vistas a estabelecer um padr\u00e3o de diagn\u00f3stico destes compostos em cana que possa ser \u00fatil aos programas de melhoramento gen\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A pesquisa dever\u00e1 contar com recursos de um programa binacional, definido no \u00e2mbito de parceria entre o Brasil e Alemanha, para a instala\u00e7\u00e3o de um BioInnovation Hub no pa\u00eds<\/strong>, envolvendo v\u00e1rios projetos e institui\u00e7\u00f5es. A parceria foi articulada em novembro de 2012, num encontro organizado pelo Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia (LNNano), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), apoiado pelo Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Alemanha (BMBF), MCTI, CNPEM, Cluster Industrielle Biotechnologie (Clib2021) e Centro Alem\u00e3o de Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (DWIH-SP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No que diz respeito \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o de recursos humanos, um t\u00e9cnico do grupo de pesquisa alem\u00e3o vir\u00e1 ao Brasil treinar os profissionais do CTBE na opera\u00e7\u00e3o de equipamentos sofisticados como o cromat\u00f3grafo gasoso acoplado a um espectr\u00f4metro de massa (GC-MS) e o cromot\u00f3grafo l\u00edquido acoplado a um espectr\u00f4metro de massa (LC-MS). <strong>\u201cA experi\u00eancia do Max-Planck ser\u00e1 muito importante para o CTBE, pois, al\u00e9m de serem os pioneiros na \u00e1rea de metabol\u00f4mica vegetal, eles s\u00e3o um centro de refer\u00eancia mundial em fisiologia molecular de plantas. Estas \u00e1reas s\u00e3o priorit\u00e1rias aos programas de pesquisa do CTBE\u201d, explica Caldana.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao longo da sua carreira, Willmitzer orientou mais de 100 alunos de p\u00f3s-doutorado. O pesquisador alem\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 membro da Sociedade Max-Planck e participou da funda\u00e7\u00e3o de algumas start ups na \u00e1rea de biotecnologia de plantas, como a Metanomics que foi incorporada pela BASF Plant Science.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores e empres\u00e1rios do setor de bioenergia n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas de que a cria\u00e7\u00e3o de variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar contribuir\u00e1 para o aumento da produ\u00e7\u00e3o brasileira de etanol. Entretanto, devido \u00e0 complexidade do genoma da cana, o lan\u00e7amento de um novo cultivar pode levar at\u00e9 15 anos para chegar ao mercado. 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