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Estudos do SUCRE serão destaque na 6ª Reunião do Grupo Fitotécnico de Cana-de-açúcar

Remoção estratégica da palha para geração de eletricidade será tema das palestras

 

Com eventos consolidados no setor sucroenergético, o Grupo Fitotécnico de Cana-de-açúcar receberá no dia 08 de outubro palestrantes do Projeto SUCRE. O principal objetivo do SUCRE é reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir da utilização da palha para geração de bioeletricidade. Contando com um amplo número de experimentos no Centro-Sul do Brasil, a equipe atua em questões que vão desde os efeitos agronômicos da palha no solo, passando pelas tecnologias de transporte e processamento, além de avaliar a viabilidade econômica, ambiental e até sugerir mudanças regulatórias. Trata-se uma iniciativa implementada pelo Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), gerido em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility).

Conhecido como GFITO, desde 1992 o Grupo promove encontros realizados ao longo de todo o ano no Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto-SP. Reunindo profissionais de diversas áreas do conhecimento do setor sucroenergético, assim como pesquisadores de centros de pesquisa, as discussões visam levar o conhecimento técnico-científico ao setor produtivo. Nessa edição, serão apresentados resultados de estudos realizados ao longo de mais de cinco anos em usinas de cana-de-açúcar no se refere aos efeitos da palha na qualidade do solo, nas emissões de gases do efeito estufa e na produtividade da cana-de-açúcar, além de trazer um guia de remoção estratégica de palha. Os principais resultados do SISPALHA, projeto desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Raízen e o BNDES, também serão apresentados no encontro.

 

Para se inscrever no evento, clique aqui.

 

Confira a programação:

6ª Reunião do Grupo Fitotécnico de Cana-de-açúcar (08/10/2019)

13:30 – 13:45 Abertura Dr. Marcos Landell (IAC)
13:45 – 14:30 Implicações da remoção de palha na qualidade do solo e no Renovabio Dr. João Luís Nunes Carvalho (LNBR/CNPEM)
 

14:30 – 15:10

Remoção de palha: implicações no desenvolvimento e produção de cana-de-açúcar na região Centro-Sul Dr. Sergio Gustavo Quassi de Castro (LNBR/CNPEM)

 

15:10 – 15:40 Tecnologia Euroforte para o setor sucroenergético Euroforte
15:40 – 16:10

Intervalo

16:10 – 16:50 SISPALHA: principais resultados do projeto BNDES/RAIZEN/USP Dr. Carlos Eduardo Cerri (ESALQ/USP)
16:50 – 17:30 Estabelecendo um guia de remoção de palha: qual a melhor estratégia para a sua condição? Ms. Lauren Maine Santos Menandro (LNBR/CNPEM)

 

Sobre o Projeto SUCRE

O Projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity) tem como objetivo principal aumentar a produção de eletricidade com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) na indústria de cana-de-açúcar, por meio da palha disponibilizada durante a colheita da cana-de-açúcar. Para tanto, a equipe trabalha na identificação e solução dos problemas que impedem as usinas parceiras de gerarem eletricidade de forma plena e sistemática. Com início em junho de 2015, serão ao todo cinco anos de projeto, com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Faciliy) de cerca de US$ 7.5 milhões e contrapartida do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) de mais de US$ 3 milhões. No setor privado, o recolhimento e uso da palha para produção de eletricidade alavancou um investimento de cerca de US$ 160 milhões pelas usinas parceiras (grande parte já realizada com a instalação de estações de limpeza a seco, reforma ou compra de caldeiras, turbogeradores, enfardadoras e outros equipamentos). A iniciativa é gerida em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e implementada pelo Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), que integra o CNPEM.

 

Sobre o LNBR

O Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTIC). O LNBR emprega a biomassa e a biodiversidade brasileiras para resolver desafios relevantes para o País por meio de soluções biotecnológicas que promovam o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais. O Laboratório possui diversas Instalações Abertas a Usuários, incluindo a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos, estrutura singular no país para escalonamento de tecnologias.

 

Sobre o CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas-SP, gerencia quatro Laboratórios Nacionais – referências mundiais e abertos às comunidades científica e empresarial. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, nesse momento, finalizando a montagem do Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) atua na área de biotecnologia com foco na descoberta e desenvolvimento de novos fármacos; o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) pesquisa soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais, empregando a biomassa e a biodiversidade brasileira; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas científicas e desenvolvimentos tecnológicos em busca de soluções baseadas em nanotecnologia.

Os quatro Laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.